FÉ E FELICIDADE

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Virou um clichê moderno associar a fé à escuridão. Também se construiu um falso dilema, uma falsa oposição entre fé e razão. A própria ciência tem exaustivamente provado que a fé é um motor a mais para a felicidade, para o bem estar, para o conforto moral e até para a cura física. Longe de ser escuridão, fé é luz. Dante Alighieri proclama: 

“Este o princípio, esta a fagulha bela, 

Que depois se dilata em chama ardente, 

E em mim cintila, qual nos céus estrela.

(Divina Comédia, Paraíso, 24, 145)”

 

A fé é, portanto uma luz que nos atrai para a Luz Verdadeira. Que vai iluminando o caminho e que o desvenda a cada passo no tempo e no espaço em que vivemos e caminhamos. Jamais incompatível com a razão, a fé sadia tem uma ligação intrínseca com a verdade. A fé provoca apetite, desejo de conhecer, de penetrar no desconhecido. Ela socorre a razão e a ela ilumina, orientando na descoberta do mistério da vida, daquilo que está por trás da própria existência e da sua intencionalidade já que a vida não resulta do acaso, mas é um chamado à existência, um chamado ao amor, um chamado à felicidade. Com ensina o Apóstolo Paulo, pela fé reconhecemos que as coisas visíveis originaram do invisível (Heb 11, 3).

No plano da razão, a fé não é apenas “olhar o Invisível”, mas olhar o mundo e as coisas a partir do olhar de Deus. Ela nos faz mergulhar na realidade para tentar perceber sua essência o que há nela além da sua aparência. Ela tem, portanto, uma ligação intrínseca com a verdade.

Mas a fé é também a fonte da esperança que, por sua vez, se manifesta na perseverança. Como diz também o Apóstolo: “a fé é o fundamento da esperança, é uma certeza a respeito do que não se vê” (Heb 11, 1). Aliás, esse capítulo 11 da Carta aos Hebreus é um belíssimo tratado da fé. Também a Encíclica Lumen Fidei (Luz da Fé) do Papa Francisco. Um dos mais lindos textos sobre a fé já escritos e que inspirou este artigo.

Fé e fidelidade tem a mesma raiz no latim: “fides”. Assim, apenas para exemplificar, “amigo fiel” é um pleonasmo, como já falei aqui no blog, no artigo “Amizade, fidelidade e o Papa Francisco” (http://goo.gl/AvtvCO). Neste sentido a fé verdadeira pressupõe fidelidade. Fidelidade aos ideais, aos bons propósitos, ao bem. Sobretudo, Àquele que é o “autor e consumador da  nossa fé” (Heb 12, 2) e que, com o decorrer do tempo, vai nos revelando seus desígnios sobre nossa vida.

As pessoas que tem fé, segundo a ciência, são mais felizes. Mas é fácil de entender: a fé nos leva a viver todas as coisas boas que não vivemos ainda e nos proporciona aperitivar a plenitude que nos espera.