Amizade, fidelidade e o Papa Francisco


Recentemente presenciei uma cena singular: alguém querendo justificar comportamento pérfido dando a ele ares de nobreza. O fato configurava traição, deslealdade, covardia para com um amigo leal, que tinha ao outro como irmão e que nele depositava uma fé inabalável, mas a conduta  foi justificada a partir de uma frase de conteúdo elevadíssimo e de uma candura desconcertante: “eu só sigo a Jesus Cristo” (Mas um dos seguidores  traiu Cristo com um beijo).

Assistindo atônito a cena: um com o coração esmagado pela traição e o outro, empedernido, usando o Santo Nome de Deus em vão para justificar sua perfídia, fiquei realmente desconcertado. A frase não saiu da minha cabeça. Por dias ela ribombou na minha mente como um trovão vindo direto do inferno.